Entre a perspectiva ou a orientação dos investigadores africanos e as ideologias dos analistas europeus em relação a África, sua história, suas civilizações, suas línguas e seu futuro político, cava-se um fosso cada vez mais fundo. De um lado situa-se o paradigma herdado da historiografia de Hegel, que deu origem ao primitivismo etnológico, com as suas análises e conceitos terceiro-mundistas do outro lado, temos o paradigma concebido por Cheikh Anta Diop, que goza das boas graças de toda a intelligentsia africana espalhada pelo mundo. São também designações para o paradigma etnológico o africanismo, o eurocentrismo e outros terceiro-mundismos. O racismo manifesta-se frequentemente de forma bem visível em estudos africanistas eurocentristas. Nos EUA, designadamente, o paradigma africano é conhecido através do termo "afrocentricidade", e não "afrocentrismo", como gostam de dizer os africanistas.