Finalizei o livro. Ei-lo no seu Universo embora fragmentado, mas com vida dentro, através das histórias renascidas num espaço inédito, bem próximo da fonte onde bebo gota a gota o salgado doce de uma lágrima.
O livro deixou de ser um livro para passar a ser uma lágrima corrente. A sua permanência é tal, que me custa lá entrar e tentar descrevê-la como se de um diário se tratasse. Por isso, juntei mais lágrimas neste conjunto de folhas de papel, para saber como se comportam juntas.
Não imaginam quão delinquentes são as lágrimas deste livro.
Não me obedecem. Eu que as criei, que as compus como se de uma pauta de música se tratasse. Cheguei até a medir todos os traços para que nenhuma se sentisse excluída na devida postura da melodia sobreposta.
Conclui nada fazer por ora. O livro será um livro, quando alguém o ler, e conseguir distinguir qual foi a primeira lágrima a ocupar o seu devido lugar.