Patti Smith referiu ao seu livro M Train como "um mapa das estradas da minha vida". M Train é uma narrativa que parte do presente, mais especificamente, de um pequeno café do Greenwich Village onde Patti Smith vai tomar café todas as manhãs e onde pensa e escreve o Mundo com ele é agora e como foi no passado. A prosa corre com fluidez entre sonhos e realidade, entre passado e presente, e através de uma paisagem de aspirações e inspirações criativas. Viajamos do México e da Casa Azul de Frida Kahlo até a Berlim, a um encontro de uma sociedade de exploradores do Ártico passamos pelo bungalow de Rockaway Beach que Patti Smith compra pouco antes da passagem do furação Sandy, e pelos túmulos de Jean Genet, Sylvia Plath, Rimbaud e Mishima. Lugar também para as memórias da vida no Michigan com o marido, Fred Sonic Smith, e a sua irremediável perda.
Tecendo desespero e esperança, ilustrado com dezenas de polaroides, M Train é ainda uma meditação sobre a viagem, sobre a literatura e sobre café. Um livro poderoso de uma das mais importantes e multifacetadas artistas do nosso tempo.