Não era assim que eu tinha imaginado este momento e já o imaginei muitas vezes, de muitas maneiras diferentes.
Talvez tivesse imaginado que os teus olhos brilhariam como brilharam, que sorririas da maneira suave e doce como sorriste, mas nunca pensei que eu hesitasse ao responder da maneira que, inevitavelmente, hesitei.
Não tenho qualquer dúvida de que seria muito feliz se casasse contigo (e há muito que sonho com isso, acredita) porque tenho a certeza que és tu a pessoa certa mas, nesta altura, não tenho o direito de te fazer isso. É triste, horrível, revoltante, irritante mas, acima de tudo verdade: tenho um tumor, vou morrer mais cedo do que alguma vez pensei (e talvez mais cedo do que ainda penso, sei lá). Casar contigo agora era um acto de egoísmo. Puro egoísmo.