«Esta primeira edição de Manual de Instruções para Desaparecer, de José Anjos, ganha tudo porque é sabido que estar farto da vida, neste não querer saber de tectos e proezas, ainda nos segura mais a ela, apesar de o punhal ir bem fundo, até à raiz dessa coisa tenebrosa: a poesia.»
Maria Quintans
«Este manual dá instruções não sobre um desaparecimento qualquer, mesmo no seu sentido mais radical, uma morte ou a morte de alguém, nem mesmo a nossa, mas o morrer. O infinitivo quer dizer aqui sempre e continuamente, não um desaparecer pontual, mas visa aquilo que nós de cada vez já desde sempre somos no encaminhamento em direcção a nenhures, melhor, em direcção a nunca. Este manual põe sob foco de evidência não o carácter episódico de um ou vários ou de todos os desaparecimentos, mas entronca no carácter crónico do ser a desaparecer.»
António de Castro Caeiro