"nunca houve apenas um mundo nestes anos todos,
nestas ruas todas por onde passei.
nunca vi apenas rostos nos números do meu cansaço.
agora, como sempre, sou suspeito do silêncio no silêncio.
são tantas as ruas suspensas no meu olhar.
sou silêncio nestas páginas, neste agora por vezes cego,
e por dentro disto tudo,
sou de outra escrita em que me escrevo…"