Vivaldo abstraía-se do mundo que o rodeava, apostado em congeminar a fuga com que tantas vezes sonhara.
O objectivo era livrar-se da pesada cruz que trazia às costas.
Numa daquelas manhãs que acordam cedo, galgou o muro, escorregou e caiu desemparado do outro lado do quintal.
Arfante, olhou em volta, escutou o marulhar líquido da cachoeira que se arrojava nos rochedos, e sossegou por momentos, dorido pela angústia de perder o colo terno e amigo de Cidalinha.
A vida passou a ser um exercício de passos perdidos, até que, à descoberta de fortuna, apertou a mão de Marinela e ecoaram marés vivas, mistérios, fantasias, sorrisos entrincheirados no beijo que trocaram… e a primavera começou a andar por aí…
Em Vivaldo passaram a conviver personagens que ora se amavam, ora se odiavam… mas a esperança nunca ficou em pedaços!
Já bastam os que não conseguem apanhar o trem da felicidade, por muito que se esforcem… A vida é assim!