Este livro é um ensaio, é um ensaio da Individualogia. É um ensaio para o "Individualismo". É um ensaio, porque ensaia, na consciência de que é um ensaio, com abertura para outros ensaios. Não tenho interesse que tenha uma estrutura fechada. Tenho interesse que tenha uma estrutura aberta, para aberturas. É um ensaio na abertura para mais questões e mais respostas.
Se tiver de responder acerca da razão porque o escrevo, para quem o escrevo, ou para que é que o escrevo, a resposta é: «O amor é o mais importante do que existe» Tudo o resto é uma continuidade desta tese, enquanto resposta. Quanto mais homens o livro ajudar a amar, mais realizado me sentirei. Apesar de a minha autorrealização não depender disso, eu tenho uma enorme vontade de ver o mundo, a humanidade, todos os animais, em harmonia, com amor. Mas eu não posso contrariar o livre-arbítrio de ninguém. Mas ninguém pode contrariar o livre-arbítrio de ninguém, o principio-livre de ninguém, portanto, creio que um livro que se afirme com conteúdos de autoajuda vem mesmo a calhar.
Pois o máximo que eu posso fazer, pois o máximo que cada um pode fazer, é ajudar os outros, o próximo, a autoajudar-se. Pois ele tem de escolher. Pois ele tem a escolha. Sempre a escolha. Sempre o principio-livre de cada um. Sempre o principio-livre de cada "Individualidade". E, a partir daqui, surge parcialmente, a ciência-filosófica da "Individualogia". Para que a doutrina do "Individualismo" se possa afirmar formalmente.