A Margarida vai para o 5.º ano numa nova escola e, de repente, é lançada num mundo de gente crescida, ou quase… Mas depressa vê ruir todas as expectativas: o recreio é grande demais, os professores são muitos e deixam- -na baralhada, não conhece praticamente ninguém. E, para a sexta filha da família Machado, o pior vai ser a troça por parte de certos colegas. Ao longo do 1.º período, a Margarida percebe que odeia a nova escola e que a única hipótese que lhe resta é fugir, preparando uma embrulhada de tal forma tola, que nem ela própria sabe como resolver: zanga-se com a Laurinha, a sua melhor amiga de sempre a Alice adoece desaparecem-lhe todas as coisas do cacifo. Tudo acontece à pobre Margarida, que até tem o azar de, num dia especial, ver a sua cabeça habitada não só por pensamentos, mas por uma colónia inteira de piolhos que a obrigam a mudar de planos. No meio de um caso de detetives, a Margarida tem de aprender a viver com um feitiço desconhecido que de repente se vira contra o feiticeiro e a faz perceber o significado da palavra saudade.